Você tem que seguir o seu caminho…

As vezes vejo a galera em dúvidas sobre que pessoa seguir ou no caso me perguntando se deve ou não seguir esse ou aquele guru. Como se eu fosse um curador sobre os conteúdos que elas devem ou não devem consumir.

Escuto coisas do tipo: Fulano de tal vale a pena seguir? Você acha que eu devo ler tal livro do ciclano ou fazer tal curso do beltrano?

No começo, quando recebia tais perguntas, geralmente as respondia com base no meu gosto pessoal, porém com o tempo, comecei a pensar que talvez essa não fosse a melhor forma de responde-las, pois se a pessoa seguir somente o que eu acho legal ela não vai estar montando sua forma de pensar baseada em suas próprias experiências e gostos, ao contrário, ela vai estar formatando a sua forma de pensar a partir do que eu acho ou não acho bacana, o que é completamente diferente.

Não que isso seja ruim, mas…

Eu realmente acredito que o que serve para mim não necessariamente servirá para você e foi justamente respeitando este principio que percebi dois erros graves nesse tipo de conduta:

Erro 1 – Respondendo desse jeito a pessoa não estaria descobrindo o próprio caminho e sim seguindo o caminho de outras pessoas (no caso, o meu caminho)

Do jeito que estava respondendo, estava fazendo exatamente como a igreja fazia na idade média só que ao invés de dizer “isso pode” ou “isso não pode” eu estava dizendo “esse pode” e “aquele não pode”. Para mim, pensar dessa forma binária sem que se tenha uma compreensão ou um entendimento por trás do “pode” ou “não pode” é alienação, e a minha proposta aqui não é alienar as pessoas, ao contrário, é combater isso. É gerar conteúdos onde a discussão e a reflexão sejam o foco, e não definir uma regra de conduta do que vale a pena conferir ou não.

Lógico que tenho minhas preferências e que não tem problema nenhum indica-las (inclusive to pra fazer um artigo sobre livros que já li), mas o que estou falando aqui não é sobre indicar preferências e sim de fazer com que as pessoas tenham pensamento crítico para que elas mesmas definam o que serve ou não para elas. Esse papel é importante demais para que eu seja o responsável disso na vida de outra pessoa, essa tarefa não pode ser de outra pessoa senão do próprio indivíduo.

E ainda que eu indique este ou aquele caminho, as pessoas precisam ser capazes de buscarem o próprio caminho… precisam andarem por si mesmas. É como aprender a andar de bicicleta, uma hora você precisa tirar as rodinhas e ir por si mesmo, não da pra ficar andando de rodinha a vida toda.

Erro 2 – O foco da pergunta que estavam me fazendo estava no ponto errado.

O foco não tem que estar no fulano, ciclano, beltrano, no Hugo ou em qualquer outra pessoa…o foco tem que ser a mensagem, pois é ela que realmente interessa no fim das contas. É o aprendizado que transforma e trás resultados, é ele é que tem real valor, e para aprender alguma lição não são apenas os gurus e mestres que nos ensinam algo, na verdade QUALQUER UM pode nos ensinar alguma coisa, vai depender se você vai estar preparado para aprender ou não.

É como na famosa frase oriental: Quando o discípulo estiver pronto, o mestre aparecerá.

Não é que o mestre aparecerá, na verdade o mestre sempre esteve lá… era o discípulo que não estava pronto e portanto não o via.

Perai Hugo, acho que eu não entendi bem… você disse que qualquer pessoa pode nos ensinar algo….
Você ta dizendo que (por exemplo) um estuprador ou um Serial Killer pode me ensinar alguma coisa que irá me transformar numa pessoa melhor?
Sério que você ta dizendo isso?

A resposta é: Sim é isso mesmo, você não entendeu errado.

A primeira coisa que pessoas assim podem nos ensinar com maestria é primeiramente a não ser como elas. Essas pessoas tem a habilidade de nos ensinar o quanto o caminho que elas escolheram é difícil e o quanto aquilo realmente não vale a pena a ser seguido, pois teríamos inúmeros problemas caso quiséssemos ir por ali. Aprender com os nossos erros é algo inteligente, o que é bom, mas aprender com os erros dos outros é muito melhor e sai muito mais barato.

O importante é o aprendizado e a forma como você utiliza-o, o resto é balela, tanto faz. Tanto faz como você aprendeu a lição, o importante é aprender a lição. Tanto faz se você a leu na bíblia ou num livro de finanças, ou até mesmo se você cometeu muitos erros até aprender aquilo. Simplesmente tanto faz. A forma como aquele conhecimento chegou até você, pouco importa no fim da contas. O importante não é como aprender e nem de quem aprender, mas sim aprender, desenvolver, evoluir.

É o ensinamento, o conteúdo, a mensagem, que tem o poder de te transformar, não o caminho que ela fez até chegar a você.

É isso…. a gente se vê por ai, forte abraço!


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