Eu sou uma anta mesmo!

Quem nunca, depois de um erro, pensou ou falou coisas como:

Mas eu sou muito burro mesmo!

Quem nunca?

Se você já teve esse tipo de atitude, tamo junto, porque eu também já fiz (e ainda faço) essas coisas. Acho que isso ocorre, provavelmente, devido a educação que recebemos pois foi justamente nessa educação que fomos ensinados que devemos ser tratados assim quando fizermos algo errado. E pra piorar esse cenário, esse comportamento ta tão entranhado nos nossos hábitos que quando cometemos um erro, naturalmente vem na nossa cabeça que somos merecedores de punição. Se fizermos algo errado e ninguém nos punir, nós mesmos fazemos isso. Basta só cometermos um erro que nós mesmos nos agredimos e fazemos isso como se uma atitude dessas fosse a coisa mais natural e salutar da vida.

Tudo na vida é hábito e esse não foge a regra. Esse é o hábito que diz que precisamos ser punidos quando falhamos em algo, e isso é engraçado porque da a sensação que só os “burros” e incapazes erram, o que ta longe de ser uma verdade. Pensar assim é se pautar na seguinte lógica: Errei, então eu sou burro e não presto, logo, mereço sofrer por isso. Só que isso não faz sentido pois todos erram, ninguém ta imune a cometer erros. O erro, a falha e a incapacidade são apenas versões mais antigas do que hoje é eficiente, capaz, excelente e vencedor. O erro nunca foi um evento a parte a nossa evolução pessoal ou profissional (e até espiritual se você quiser), ao contrário, ele é parte importantíssima nessa caminhada evolutiva.

Quer ver? Me diga uma coisa…

Que pessoa aprendeu a andar de bicicleta sem cair? Será que, se durante o processo de aprendizagem de andar de bicicleta você fosse chamado de burro, incompetente, anta, mula ou apanhasse toda vez que caísse… será que você saberia andar de bicicleta hoje em dia? E caso aprendesse, será que você teria prazer em andar de bicicleta hoje em dia?

Será que a autopunição é a forma mais inteligente de lidar com as nossas falhas e erros?

Será que esse é o melhor caminho para nos tornarmos pessoas melhores e mais capazes?

Eu sinceramente acho que podemos fazer melhor que isso.

É preciso que nós mesmos respeitemos o nosso tempo de desenvolvimento e aprendizado, mas para que isso aconteça, precisamos desenvolver aquela coisinha chamada humildade. Ter humildade também passa por aceitar a nossa condição humana de que somos frágeis e bastante suscetíveis a produção de erros. Ser humilde é aceitar que, no nosso processo interminável de aprendizado, vamos errar várias e várias vezes e estar tudo bem com isso. É olhar para as nossas imperfeições e equívocos com olhos de aceitação, compaixão e compreensão, como os de uma mãe que olha um bebê que cai no chão enquanto está aprendendo a andar. É entender que para que se chegue a excelência é preciso trilhar uma longa estrada, que definitivamente não é algo que se percorre da noite para o dia, ao contrário, costuma-se demorar (e muito). Alcançar a excelência implica em tentar, errar, corrigir, tentar de novo, acertar, seguir em frente, errar de novo, refazer… e por ai vai, tudo isso dezenas, centenas ou milhares de vezes.

O ponto chave aqui é: Evoluir pessoalmente e profissionalmente é um processo que só tem início e pausa, não tem fim.

Por fim… quero deixar uma reflexão em cima de uma das frases que eu mais gosto de Buda, que é a seguinte:
“Se a sua compaixão não inclui a si mesmo, ela é incompleta.”

Acho que o que ele quis dizer com essa frase é: Tenha compaixão consigo mesmo e com seus próprios erros, não só com os dos outros. Fazer isso não resolve o seu problema e nem traz a excelência que você está buscando, mas te da a oportunidade de que mesmo apesar de ter cometido um falha você siga em frente de cabeça erguida para que da próxima vez possa fazer melhor do que fez dessa vez.

Muito sucesso a você.

[Você sabe aprender com seus erros? Sabe como fazer isso? Eu escrevi um ótimo artigo sobre isso, seria ótimo para você lê-lo.

Clique aqui para ver o artigo]


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