Duas lições VALIOSÍSSIMAS que aprendi jogando Football Manager

Quem me conhece sabe que gosto bastante de futebol e acompanho já a bastante tempo. E devido a esse minha paixão pelo futebol, curto muito jogos como winning eleven, Fifa, Pro evolution Soccer e em especial Football Manager.

Este texto não é para dar dicas de como jogar e nem fazer qualquer review sobre o jogo, mas para que você entenda do que estou falando vou colar aqui uma breve descrição (retirada do wikipedia) de como é o jogo.

Wikipedia: “No Football Manager, o jogador assume o papel de um manager de uma equipe de futebol (profissional que, além de atuar como técnico do time, também cuida de boa parte dos assuntos financeiros do clube) e todas as sua responsabilidades. As possibilidades de interação disponíveis no jogo são vastas e vão desde um simples comentário a imprensa antes de um clássico, passando pela elaboração de táticas e sistemas de treinos até o triunfo em um dos diversos campeonatos existentes no jogo, entre eles.”

Resumindo, você é o cara que manda no clube. Você é o cara que contrata e dispensa jogadores, defini quem vai ganhar mais e quem vai ganhar menos na equipe, quem joga e quem não joga… enfim, você é o responsável pela equipe (tanto financeiramente quanto desportivamente) e é mediante ao desempenho desta equipe que você é cobrado.

Pois bem…

A forma como gosto de jogar este jogo é de jogar com grandes clubes que possuem grandes receitas, porém, não estão tão bem desportivamente (tem tempo que não ganham um campeonato de expressão) e o meu prazer é justamente esse de reformular o clube e formar um equipe campeã que possa disputar de forma competitiva todos os campeonatos.

E uma coisa bastante interessante que reparei nesse processo de formação de equipe (contratação e “demissão” de jogadores), é que só qualidade não é o suficiente para que se tenha uma equipe campeão. Num primeiro momento isso parece estranho, eu pelo menos estranhei quando cheguei a essa conclusão, mas se você ler esse artigo até o fim verá que faz todo sentido o que estou dizendo.

Comecei a entender isso melhor quando por várias vezes iniciei um novo jogo com o Manchester United que tem um budget fortíssimo para contratação, e em todas as vezes time simplesmente não dava liga mesmo que eu só contratasse jogadores de altíssimo nível.

Mesmo com jogadores de alta qualidade, o time não jogava como uma equipe e talvez por isso era bastante inconsistente em termos de performance. Jogava alguns jogos muito bem e em outros a equipe parecia que não queria jogar, faziam corpo mole.

Outra métrica importante de se observar nesse cenário que eu estava é que quanto mais passava o jogo, mais os jogadores queriam ir para outras equipes para ganhar mais dinheiro ou disputar outros campeonatos. Muitos não queria estar ali, mesmo que tivessem recebendo um salário altíssimo. Por fim, eles não tinham qualquer tipo comprometimento com as metas do clube e da equipe, era como se eles só estivessem ali para jogar e passar o tempo, não estavam realmente motivados a fazer a diferença.

Faltava conexão. Faltava tesão. A raiz disso tudo era uma só e óbvia, faltava um dos principais temperos de uma equipe campeã, faltava engajamento.

Aliás, eu tenho um artigo ótimo sobre motivação no trabalho onde discorro sobre como o processo de motivação acontece. Clique aqui para ler este artigo.

Diante dessa situação eu precisava fazer algo, foi ai que resolvi fazer um teste bastante interessante.

Se o meu problema anteriormente era de falta de engajamento, decidi começar um novo jogo com o Manchester United, porém com uma nova política de contratação: Contrataría apenas jogadores que tivessem amor pelo clube.

Obs: O jogo permite que qualquer jogador goste [ou não goste] de um determinado clube [ou clubes] ou um/uns colega[s] de equipe. É como na vida real que o Neymar gosta de jogar com o Dani Alves ou como o Totti que jogou a vida toda dele pela Roma justamente por amar o clube, por exemplo. No jogo os jogadores desenvolvem uma amizade ou inimizade e por isso tendem a querer jogar juntos ou não, e tudo isso influência no desempenho deles em campo para melhor ou para pior dependendo da situação.

Fazendo esse teste eu pensei da seguinte forma: Problema de engajamento eu não teria mais, afinal de contas os caras estariam realizando o sonho da vida deles que é jogar no clube do coração! Não tem como o cara não se sentir realizado e engajado neste caso.

E o que foi que eu fiz? Troquei todos os jogadores que ficavam reclamando de ficar no banco de reservas ou que gostariam de ir para outros clubes por apenas jogadores identificados com o clube e que adoravam estar ali. Nesse processo de troca eu tentei trazer os jogadores de melhor qualidade possível que amassem o clube, mas em praticamente 100% dos casos eu tive perda de qualidade do jogador que tava saindo para o jogador que eu estava contratando para o seu lugar.

Em resumo, eu vendi todo mundo que não tava afim e contratei todo mundo que tava afim, porém, perdi muita qualidade nessa troca.

Sabe qual foi o resultado desse meu teste?

Pífio.

A equipe foi de mal a pior, porém, algo havia acontecido. O cenário era diferente. Em relação ao engajamento realmente, não tive problema algum. O harmonia da equipe melhorou bem e se eu tivesse que deixar algum bom jogador no banco de reservas durante um tempo, sem problemas! (Com excessão do mais egocêntrico dos jogadores, Ibrahimovic, esse dai se você não fizer o que ele quer, ele vai reclamar, não importa o que seja. Logo que deu me livrei dele também.)

Em relação ao engajamento, era perfeito. Os caras suavam sangue! Pilhados, davam tudo que tinham de si pelo bem maior, a equipe. A motivação estava ali, isso era mais do que claro, mas mesmo assim os resultados não eram bons, ao contrário, os resultados eram piores do que antes! A equipe motivada apresentava resultados piores do que a equipe “desmotivada” embora os caras corressem todo o tempo e dessem 120% do melhor que eles tinham.

Foi ai que aprendi a segunda lição valiosa:

Não se vence grandes campeonatos só com amor a camisa. É preciso ter qualidade(e muita).

Como perdi muita qualidade fazendo as trocas, a equipe ficou frágil técnicamente e isso impactava diretamente na qualidade dos resultados que produzia. Todos queriam vencer 100% do tempo, mas faltava brilhantismo, faltava talento.

Por fim a mensagem de liderança que quero deixar aqui é: Engajamento e Qualidade são duas faces da mesma moeda. Uma coisa da lucidez a outra.

Não adianta você ter uma equipe perfeita, somente grandes profissionais, porém cada um deles olhando para o próprio umbigo e brigando somente pelos próprios interesses, bem como, não é saudável buscar somente a harmonia do grupo e não se levar a qualidade da equipe em consideração, pois no fim das contas são os resultados é que mandam.

É somente cultivando as duas em alto nível que equipes campeãs são formadas.

Até a próxima, forte abraço!


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Duas lições VALIOSÍSSIMAS que aprendi jogando Football Manager
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2 Comentários

  1. Levim Dalton 11 de setembro de 2017
    • Hugo Oliveira 11 de setembro de 2017

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