Como acabar com a preguiça? Entenda!

Introdução

Olá, seja bem-vindo a mais um artigo aqui no Modelo Mental!

O artigo a seguir fala de algo clássico na vida de qualquer ser humano (principalmente adolescentes): Preguiça.

Falar sobre preguiça é como falar sobre uma epidemia que assola boa parte do mundo, independente da raça, nacionalidade ou religião. Quem não tem preguiça? Por que ela nos afeta tanto? Por que temos dificuldade em lidar com ela? Todas essas perguntas estão respondidas neste artigo, fique a vontade para desfrutá-lo 😉

Guia Rápido do Artigo

  1. Preguiça: Definição
  2. Primeiro passo: Tenha metas claras e não abra mão delas por nada
  3. Como criar uma meta
  4. Descubra o seu grande porque
  5. Seja ambicioso

 

 


Preguiça: Definição

Pois bem, para começarmos a falar sobre como acabar com a preguiça precisamos primeiro entender o que é preguiça. Afinal de contas como vamos eliminar algo que nem sabemos o que é, como é, e como funciona? Vamos a definição encontrada no site www.dicio.com.br.

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Para o nosso caso aqui, considerei que a definição mais relevante para nós é a preguiça no seu sentido mais primitivo que é a de aversão ao trabalho, pouca disposição para trabalhar, falta de motivação, vontade de não fazer nada… e por ai vai.

É impressionante o quanto isso nos impacta e do quanto nós somos capazes de alimentar essa preguiça a troco de nada, pois ela custa muito caro, e sinceramente, não há grandes benefícios em estar acompanhado dela. Veja bem, não confunda momentos de lazer e descanso como preguiça. Estou considerando preguiça aquele momento quando você tem coisas importantes para fazer, no horário que tem que fazer, e não faz por pura preguiça.

Ter preguiça é cultuar a estagnação, a não evolução, o não crescimento e por fim de tudo.. ter preguiça, na maioria das vezes, é um ato puramente egoísta. Vivemos em um universo que é totalmente a favor do crescimento, evolução e prosperidade e se manter estagnado, por pura preguiça, é como puxar o freio de mão no fluxo natural da vida.

Preguiçosos trocam viver vidas extraordinárias por vidas medíocres, médias e rasas. Vivem uma vida apenas para sobreviver e não para superar seus próprios limites e se desenvolver o máximo que conseguem. Vivem em um modelo mental de escassez, mas sonham com uma vida abundante, embora alguns ainda digam que não. Não conhecem o máximo de suas capacidades de produzir e ajudar outras pessoas, justamente por preguiça e, afinal de contas, da muito trabalho vencer si mesmo, não é verdade?

Uma vez ouvi de um mestre budista em um TED a seguinte frase:

“Se você vive a sua vida só pensando em sobreviver, não existe muita diferença entre você e uma vaca.”
Monge budista
(Senão me engano a frase a cima tá nesse vídeo aqui)

 

Pelo que já estudei em neurociência (Tanto em cursos e livros de marketing, quanto em conteúdos de autodesenvolvimento) parece que há uma tendência natural do cérebro humano em buscar e se manter em zonas de “conforto”. Antes de sermos seres pensamentes (homo sapiens), fomos por muitos e muitos séculos seres completamente irracionais e instintivos. Antes do desenvolvimento do nosso neocortex (a parte do nosso cérebro que pensa e calcula) eramos (e ainda somos) verdadeiras máquinas de sobrevivência.

No fundo, no fundo, somos animais onde temos como funções básicas sobreviver e reproduzir e é o nosso cérebro que comanda tudo isso. Por esse motivo ele tende a recusar coisas novas, desconhecidas, desafiadoras… em suma, nosso cérebro detesta risco! Por ele nós ficaríamos trancados em um lugar seguro sem fazer nada o dia todo, só comendo, bebendo água e procriando. Para o nosso cérebro, mais especificamente o cérebro reptiliano, quanto menos risco, melhor.

 

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A grande questão aqui é que se basearmos todas as nossas ações em como o cérebro reptiliano vê o mundo, vamos agir o tempo todo como animais, de forma completamente irracional, tendo em vista que o próprio cérebro reptiliano é instintivo e não racional. “Pensar” com o cérebro reptiliano é, definitivamente, pensar como um crocodilo e não como um ser humano.

Outra característica do cérebro reptiliano é ser imediatista. Como ele tem medo de coisas novas e desconhecidas, ele prefere prazeres já conhecidos e a curto prazo, o que acaba sendo bastante (in)conveniente naquele momento em que temos que escolher entre estudar durante 3 ou 4 horas para se preparar para uma prova que só vai acontecer daqui a alguns meses ou anos, ou ir a um churrasco e curtir ótimos momentos com amigos daqui a a 30 minutos.

Por mais que os benefícios a longo prazo sejam muito mais satisfatórios para nós, como nosso cérebro reptiliano não consegue enxergar isso ele vai querer que a gente sempre siga pelo caminho seguro, prazeroso e que não demore muito para acontecer. O cérebro reptiliano detesta coisas complicadas e de retorno a longo prazo.

Esse post não é para falar mal do nosso cérebro reptiliano, jamais faria algo assim. Ele já foi muito importante na nossa história e ainda é em alguns aspectos, mas precisamos usar mais o nosso neocortex e pensar mais de forma estratégica e mais inteligente… em suma, agirmos mais de forma racional do que instintiva.

Ter um neocortex é um benção que somente nós seres humanos temos, ao menos nesse planeta, temos. Através dele podemos criar a cura da aids, construir uma estrutura tecnológica para ir a marte ou para diagnosticar doenças impossíveis de se captar a olho nu. Por isso penso que utilizar essa máquina incrível, que é o cérebro humano, apenas para sobrevivência e procriação é como ter um jato ultra potente e usa-lo apenas nas ruas como um carro.

Não que isso não possa ser feito, mas entendo que a melhor forma de agradecermos a benção de ter essa máquina incrível é justamente usa-la no máximo de sua capacidade e potência, da melhor forma que conseguirmos utiliza-la. Ai sim estaremos fazendo jus ao presente concebido.
Como já dizia o grande tio Ben (tio do Perter Parker o Homem-Aranha) :

 

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 Primeiro passo: Tenha metas claras

O primeiro passo para sair da inércia e se chegar em algum lugar é justamente saber aonde se quer chegar. Metas são importantes para ajudar a clarear qual o caminho que vamos percorrer até conquistarmos o que estamos buscando, dessa forma, nosso cérebro reptiliano é capaz de aceitar melhor essa ideia, já que esse nosso objetivo para de ser algo abstrato, fazendo com que ele fique mais confortável com isso.

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Metas funcionam como um norte para nós. Imagine que se os pontos cardeais não existissem, qual função a bússola teria? Como saberíamos se estamos no rumo certo? Como saberíamos se estamos mais perto ou mais longe de onde queremos chegar? Estamos indo mais para cima ou para baixo? Impossível ir a algum lugar desse jeito, a não ser por acaso.

Outro parâmetro que a preguiça atua é na perda de foco.

Através de metas claras bem claras, conhecendo milimetro a milimetro a ser percorrido, a sua capacidade de foco aumenta bastante porque como você já conhece bem cada passo da jornada, vai ter chance de se preparar melhor para a própria jornada e com isso colaborar para que seu cérebro reptiliano fique mais amigável com essa jornada, pois como mencionei ele detesta riscos e o quanto mais você conseguir destrinchar passo-a-passo a jornada, maiores são as chances dele abraçar a causa.

Vou citar um exemplo…

Obs: Para esse exemplo estou considerando que você não conhece a via Dutra, nunca viajou por ela.

Imagine que você precisa ir do RJ a SP e me pergunte: “Hugo, como eu faço pra ir do RJ a SP?”. Eu responderia a você: “É só pegar a via Dutra.”. Com essa resposta você poderia até ir, mas talvez não ficasse muito a vontade porque como eu fui genérico, falei pouco sobre o trajeto, e como você não o conhece é provável que fique um pouco receoso de ir assim (baseado em apenas essa informação) e provavelmente vai fazer a mesma pergunta para outras pessoas para buscar mais informações sobre a tal via Dutra.

Sabe o que é isso? Adivinha! Seu cérebro reptiliano. Como você não conhece o trajeto e eu também não te alertei com muitos detalhes sobre o que você vai encontrar nele, seu cérebro reptiliano reclama logo. Lembra? Ele detesta o desconhecido, pois para o homem pré-histórico o desconhecido significava um predador e a morte e como a função dele é te preservar, ele vai querer saber mais detalhes sobre o trajeto para certificar que não existem riscos para você.

Agora vamos imaginar um segundo cenário. Imagine que você tenha feito a mesma pergunta para mim e ao invés da resposta anterior, eu respondesse assim a você: “É só pegar a via Dutra. Ela tem 402 Km, você vai demorar provavelmente umas 6 horas para chegar até SP e vai pegar 7 pedágios até chegar lá, no total vai precisar de uns 50 reais para pagar esses pedágios. É uma via bem asfaltada e  você vai passar pelas cidades tal, tal e tal…”. Com uma resposta dessa, você dificilmente iria buscar outra opinião ou mais informações, justamente porque, como o meu nível de detalhe foi grande, seu cérebro reptiliano fica mais tranquilo e com isso as chances de você fazer o trajeto de forma tranquila aumentam.

As metas fazem, justamente, isso com você: Te dizem qual o tamanho da estrada que você vai pegar, quantos pedágios você vai passar, quanto de dinheiro você vai precisar ter, por quais cidades passará… enfim, uma meta vai acalmar seu reptiliano e com isso parar (ou diminuir) a sua auto-sabotagem.

 

 


 Como criar uma meta

Consultei alguns conteúdos que já conhecia para escrever algo bacana aqui nessa secção do artigo, mas sinceramente não curti muito sobre o que vi, então vou colocar como eu mesmo faço para criar uma meta. Lógico que existem vários tipos de metas, umas mais curtas e outras mais longas, mas eu especialmente prefiro metas a médio prazo, no período de um ano, dessa forma fico mais solto para agir e mudar de rota no meio do caminho caso precise.

Primeira coisa que penso quando vou criar uma meta: Precisa ser uma única meta por ano, tem que ser uma meta clara e que eu faça apenas uma única coisa (todos os dias) para que consiga conquistá-la.

Pensa comigo… se o meu cérebro reptiliano vai fazer de tudo para me sabotar se eu tentar coisas muito complexas, por que eu faria nisso? Traçar muitas metas por ano e/ou metas complexas, é dar ferramentas para que as coisas não fluam e criar um ambiente para que a autossabotagem atue. Simplicidade é tudo.

Não tente fazer milagre, preze pela simplicidade sempre. Nunca se esqueça que o sucesso na vida é sequencial, não simultâneo. Para ter sucesso grandioso em algo a constância é o elemento mais importante, até mesmo do que a velocidade. É melhor ler uma página por dia durante 20 anos e ler 300 livros (exemplo), do que ler 20 livros em 6 meses e nunca mais ler na vida.

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Como sempre digo a vida é uma maratona e não uma corrida tiro curto de 100m. A potência é importante, mas também é preciso ter fôlego e consistência. Uma das causas do fracasso na vida é deixar para amanhã o que se pode fazer hoje e depois fazê-lo apressadamente. (Sabedoria Oriental)

Uma meta que já tive em minha vida, foi justamente quando mudei de profissão e virei desenvolvedor de softwares em java. Antes quando trabalhava com manutenção de elevadores, escadas rolantes e esteira rolantes, defini que não queria mais aquilo para a minha vida e o que não faltava era motivos para fazer essa mudança… era um péssimo profissional, detestava o que fazia, além é claro de que o serviço envolvia a segurança e a vida dos outros, portanto, não poderia ser feito de qualquer maneira por qualquer pessoa.

Botei na minha cabeça que mudaria de emprego em 1 ano (senão me engano no ano de 2008), que até o final de 2008 eu seria um desenvolvedor de softwares, custe o que custar. Sem qualquer plano B, pedi demissão do meu trabalho e comecei a estudar Java quase 18 horas por dia.. estudava num curso de programação e ficava o dia todo lá. Coloquei na minha cabeça que enquanto eu não estivesse dormindo, estaria estudando. Eu sou muito intenso em tudo que faço e dedico todo o meu tempo, dinheiro e esforços nos objetivos que eu tenha traçado. Simplesmente não lido com a possibilidade de dar errado, porque estou disposto a fazer o que for, pelo tempo que for, até conseguir conquistar minha meta.

De tanto eu ir para o curso e ficar lá estudando o dia todo, me ofereceram um trabalho lá… quer dizer, além de ficar lá durante a semana, agora também ficava sábados e domingos, já que agora eu não era mais aluno, eu trabalhava lá.

Não vou te enganar, foi uma época bem puxada(em todos os aspectos) e acho que nunca me dediquei tanto a uma meta, como me dediquei nessa época… mas foi incrível! Me desenvolvi muito, aprendi muito, descobri que tinha uma força que era imensa, que eu mesmo desconhecia. De tanto focar e me dedicar a minha meta, 3 meses depois ela já havia sido batida pois consegui um emprego na área. Foi uma das melhores experiências da minha vida, sem dúvidas.

A lição que eu deixo aqui sobre metas é a seguinte: Busque metas claras, uma meta por ano e dedique o máximo do seu tempo e esforço para que ela vire uma realidade.

Qual é a única coisa que você pode fazer. várias e várias vezes, para conquistar a sua meta? Segundo o teorema de Pareto, 80% dos nossos resultados vem de 20% dos nossos esforços, que geralmente é uma única coisa. Então a meta é encontrar essa nossa habilidade única e a desenvolve-la ao máximo para que a gente possa atingir nossos objetivos. Se quiser saber mais sobre o assunto, leia o livro: A única coisa.

Metas só servem para lhe ajudar a sair da inércia, porém, ir até o fim exige resiliência e dedicação. Quanto mais importante essa meta for para você mais importante é você priorizar ela na sua vida.

Dedique-se. Priorize o que é importante. Metas e sonhos sem ação e prioridade são apenas delírios.

Uma forma de você se conectar e priorizar a sua meta é sabendo o seu grande porque…

 


Descubra o seu grande porque

Qual o seu Grande Por que?

O que faz seu coração bater mais forte?

O que faria você trabalhar 36 horas sem descanso e sem receber nada por isso?

A resposta de todas essas as perguntas é: Propósito.

Uma pessoa munida de um propósito muito maior do que ela ganha “super poderes”. Sua motivação aumenta muito e a chance dessa pessoa produzir muito mais do que as outras que não possuem um propósito é infinitamente maior.

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A palavra de motivação não ter a ver, necessariamente, com empolgação, euforia, animação ou qualquer coisa do tipo. A palavra motivação tem a ver com motivo para ação. O ser humano só constrói coisas e sai em busca dos seus objetivos quando tem um motivo, uma causa, um propósito para isso… em outras palavras, quando tem um porque de fazer essa coisa. Sem esse porque, que geralmente nos leva ao prazer e/ou nos afasta da dor, dificilmente vamos ter motivação.

Uma pessoa que tem como propósito de vida, acabar com a fome no mundo, é altamente motivada… como falei antes, tem super poderes. Você acha que essa pessoa vai querer dormir até 10 da manhã no sábado? Você acha que uma pessoa que quer acabar com a fome no mundo diria palavras como “17hs é meu horário, não sou pago para fazer mais do que isso.”? Com certeza não.

Eu tenho um artigo onde falo de motivação no trabalho, caso queira vê-lo, clique aqui.

Um propósito é algo tão importante na vida de uma pessoa, que uma pessoa sem uma causa para viver, não vive apenas sobrevive. Não tem força e nem resiliência para encarar os problemas que aparecerem durante uma jornada, justamente por não ter um motivo que as faça querer passar por aquilo.

Imagino que você já tenha visto pessoas mudarem da água para o vinho depois de se tornarem pais ou mães. Por que você acha que acontece isso? Porque elas ganharam um propósito maior do que elas, cuidar, educar e formar uma pessoa… isso é uma responsabilidade muito grande e mexe com a gente. Eu não sou pai e nem preciso ser para conseguir enxergar isso.

Então a dica aqui é: Dê um sentido a sua vida. Ache o seu propósito.

Por que você vive? Que histórias você quer se orgulhar de contar quando estiver no último dia da sua vida?

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O que o mundo ganha com a sua vida? Ou você só veio aqui para consumir e sobreviver, nada além disso…

Quando falo de dar um sentido para a sua vida, não necessariamente precisa ser algo como acabar com a fome na áfrica. Eu por exemplo, venho de uma família bastante humilde e jurei para mim mesmo que daria um conforto bacana para a minha mãe para que ela possa ter uma ótima qualidade de vida no fim da sua vida. Isso é realmente importante para mim, pois sei o quanto ela fez por mim, mesmo com todas as imperfeições e falta de sabedoria que ela tinha/tem.

Tudo mudou para mim quando eu parei de apontar o dedo para as imperfeições que ela tem e comecei a entender que eu também tenho tantos defeitos quanto ela, e que valia muito mais para NÓS ao invés de apontar e julgar, pensar da seguinte forma: Como eu posso ajuda-la a ser melhor? Como eu posso ajuda-la a ter uma vida melhor?

Além disso ser realmente importante para mim, eu sou também sou louco para ser pai, o que acaba sendo um outro grande combustível na minha vida. Esses motivos juntos me fazem ler muito, me desenvolver ao máximo e querer cada vez mais ir mais longe, tanto pessoalmente quanto profissionalmente e financeiramente.

A lição mais importante aqui é: Quando você para de olhar só para o seu umbigo tudo muda.

Olhe a sua volta e veja o quanto sofrimento as pessoas passam. Quando o lema de “amar ao próximo” foi dito, não houve definição de quem é esse próximo. Você pode começar a amar o próximo amando a sua família mesmo, pois, geralmente, é lá onde os nossos maiores conflitos de convivência estão.

O seu eu e o meu eu são muito importantes e precisam ser respeitados… mas mais importante do que eles é o nós.

Pense no quanto você poderia ajudar se desenvolvendo ao máximo e saindo da inércia. Se você por exemplo, montar uma pequena lanchonete e contratar duas pessoas, já são duas famílias que você ta ajudando. Se você se esforçar e passar num concurso, imagine o quanto a sua família pode ganhar com esse upgrade na sua vida profissional.

O segredo da vida é entender que é dando que se recebe e que fazer mais pelas outras pessoas é fazer mais por nós mesmos.

 


Seja ambicioso

Esse é um tema simples que não deveria ser um problema, mas a forma como geralmente nós somos criados influência diretamente nas pessoas quando se fala de ambição e eu mesmo tive problemas com isso na minha vida.

Umas das crenças que tinha era de que uma pessoa espiritualizada não pode ser rica, e vice-versa. Nunca parei para pensar de forma coerente sobre essa crença, simplesmente ouvi e aceitei. Tempos e tempos depois, após muita leitura, percebi que isso não faz o menor sentido pois uma coisa não impede a outra. Após chegar a essa conclusão percebi que estava sendo escravo da minha própria crença porque isso refletia diretamente na minha capacidade de ganhar dinheiro, afinal de contas eu queria ser espiritualizado.

Através da leitura percebi que a ambição é uma das características mais relevantes das principais personalidades que mudaram o mundo. Steve Jobs, Albert Einstein, Martin Luther King, Abraham Lincoln e por ai vai… todos eram bastante ambiciosos e almejavam em mudar o mundo para melhor.

Mas o que mais me impressionou, foi uma outra constatação que fiz. Depois de muito pensar, cheguei a conclusão de que o cara mais ambicioso que já ouvi falar, sabe quem foi? Jesus de Nazaré.

Ele empreendeu o maior projeto da história do mundo (principalmente cá no ocidental), que foi transformar a humanidade com base no amor e na compaixão. Ter a coragem de falar isso na época do “olho por olho e dente por dente” é simplesmente loucura, um desafio sem precedentes. Almejar isso naquela altura com os recursos que tinha e a equipe extremamente limitada (em todos os aspectos) que tinha, era algo completamente surreal. Se isso não for ambição, eu realmente não sei o que é ambição.

Ele não gastou milhões em marketing para fazer isso e nem muito menos rebaixou os principais pensadores da época para divulgarem sua ideia, muito pelo contrário… ele selecionou pessoas muito pobres e de pouquíssima instrução para executar seu projeto. Isso definitivamente é o maior registro de ambição que já constatei na minha vida.

Ambição é algo extremamente importante para o ser humano, uma pessoa sem ambição é uma pessoa sem vontade de viver, não tem entusiasmo pra nada. E o que acontece? Se agarra na preguiça.

Ambição só é um problema quando se é utilizada partindo de princípios e valores egoístas que agridem o convívio coletivo, quando na verdade o problema não está no ato de ambicionar e sim nos valores e princípios que algumas pessoas carregam. O problema costuma estar nas ações que partem de uma ética egótica, que gira em torno dos próprios prazeres e interesses acima de qualquer coisa e qualquer pessoa, isso sim é um grande problema, não a ambição. Temos aqui um problema ética e não de ambição.

 

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Finalizando

Saia da inércia e dê um sentido a sua vida. Você tem uma capacidade incrível para produzir coisas incríveis como as grandes figuras desse mundo fizeram, portanto, é salutar utilizar todo esse potencial ao máximo para que possamos melhor o mundo em que vivemos e também obter os benefícios que isso pode trazer.

A sua vida é importante para todos nós, não desperdice-a em vão.

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Como acabar com a preguiça? Entenda!
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